9.1.10

começo a organizar ideias sem saber por onde vão, mas isso também não interessa. talvez hoje sou mais que ontem, ou que hoje de manhã, sou menos distancia sou mais perguntas que dão que pensar e isso agrada. tempo para descanso, acima de tudo tranquilidade, pausa para vivencias que remetem a outras paragens. o sorriso e um pouco mais. se o tempo voa o que interessa é o que fica desse vai-vem de imaterialidade e rende e o tipo também, mais do que o normal. o sol aquece mas não o suficiente, por isso porcura-se o calor noutros percursos, com luz nocturna música nova cheiros distintos e troca de espaço. novos, com cores conhecidas, iguais à casa de terra distante. falo de tudo e de nada, procuro o silencio para me encontrar e encontro mais que ausência de som, o que é bom, encontro-me algumas vezes outras creio saber onde estou. falo silêncio para dar passo a outro eu que quero conhecer, consciente assumo o evidente, ter sido silêncio mesmo que imitindo formas baixo uma estructura linguistica. vejo por trás dos óculos, um pequeno obstáculo que não chega a impedir os gestos e os sabores. soube passear por ruas conhecidas de forma estrangeira e isso também agrada, é bom ser muito mais que massa corporal. nas conversas sempre ficam palavras umas mais que outras, um sublinhar de ideias que se acomodam ou condicionam a matéria à formatação social. quero deixar isso de lado, e ser sem os límites, os tais com tipo e sem ele. assumo uma realidad e atravesso o oceano para poder respirar sem que me falte o ar. faltou... e desta vez o silencio foi extremadamente ruidoso. agora estou aqui. prefiro chamar nostalgia à densidade que necessita de tempo para ser outra coisa...

1 comentário:

Anónimo disse...

queboniiiiiiitojuju!
eemaisdaconta!