22.2.10

Estou num sino, numa sonoridade quase perfeita porque tenho sono, mas isso também não importa. Aliás, o que importa não busca a perfeição e eu tenho tudo e o tudo que faz esquecer o sono sentir o sol ler cartas antes de dormir, em que a primeira dita a ordem, e saber acordar neste gesto. De luxo quando a distancia não existe e sabemos que não. Que já estamos no caminho que desejamos, num desejo assumido, o que tem todo o sentido quando duas partes solidificam numa. Para trás ficaram as vendas, as outras experiências, ficaram também.... e o corte inglês já agora, estamos no ponto que queríamos estar e isso pede o obrigado, leva a sorrir, a pedir água, a reforçar o sorriso e a chegar à gargalhada, por estas e por outras... inevitável naturalidade em que as interpretações naquele olhar são a forma de fazer exclamações e tirar conclusões da semana. Essa fase já lá vai, agora a partilha é outra, a segurança para uma vida e a crença do presente. Continuo a abusar do obrigado, não só deixado no metro ou naquele cantinho dos brindes ou no guardanapo sugestão de mim para mim, em muitas das varias ocasiões que abusei dele e como não querer agradecer outra vez porque resultaste num sorriso. Tenho certeza que a capital espanhola vai sentir falta dessa naturalidade e espontaneidade que fará deste passo um caminho, o caminho!

Sem comentários: