11.2.10

hoje queria ser música mas não tenho tempo. o chá adiado fica em falta mas cada uma na sua roda vida... a minha monótona mas boa, o movimento mais acentuado surge quando decido mudar de papéis e abrir novo documento. são as responsabilidades do pouco que transporto. entre um teclar acelarado remeto a conversas de outras horas e telepáticamente faço-me chegar. sem tempo para conversar com os botões mas com vontade de longa e densa troca de vocábulos, também desses... silenciosos. admito que me perdi entre linhas na procura da abstracção e quando vi a hora já tinha falta a vermelho... essa é uma certeza, o vermelho vai estar lá, nem se discute, numa silhueta que não a minha mesmo que com linhas rectas. o documento continuava aberto e por mais que quisesse não poderia ocultar a sua presença acompanhado de um pedido: termiiiina-me! em resumo: com linhas penso em cores, mas sem a segurança para transferir o abstracto para a realidade das formas. faltam-me dados, ¿onde? enquanto espero a hora da visita faço um convite com muitas andanças antes. era bom reviver ao vivo sons gravados ! talvez seja um vício. tudo porque necessito dar-me de outra forma e sem pensar... e deixar parte de mim desenhada através de um código que nem sempre é universal. estar é ser!

1 comentário:

a disse...

e ser é estar;)
boas abstracções